sexta-feira, 23 de maio de 2014

A Mensagem da Cruz: Uma Palavra de Billy Graham

Há muito tempo não postamos mensagens. Ainda que nem eu saiba o por quê de tamanho hiato, com certeza, Deus o sabe. No entanto, retornamos mas não com uma mensagem nossa, mas sim com este vídeo onde o maior evangelista vivo, Billy Graham, transmite-nos, com clareza e simplicidade a Mensagem da Cruz de Cristo. Assista e compartilhe!



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Bultmann Questão! Mas só por enquanto...

Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes, foi meu professor no Seminário Teológico Presbiteriano do Méier (Atual Seminário Teológico Presbiteriano Ashbel Green Simonton). Suas disciplinas eram, Introdução ao Novo Testamento, Teologia do Novo Testamento e Liturgia. Professor sempre presente, irrepreensível e um mestre com M maiúsculo. Cobrava o melhor por parte de seus alunos e concedia subsídios e conteúdo para isso. Era rigoroso com todos, principalmente consigo mesmo. Em suas provas semanais, quando se chegava a última questão, ele tinha um bordão que se tornou eterno: Bultmann questão!!!


Rev. Carlos Alberto era um ser apaixonado; visceral. Se amava, o fazia apaixonadamente. Se, por sua vez, se irava, era também de forma apaixonada. Em algumas feitas, era um titã polemista. Noutras, era um doce Perseu. Assim sendo, era um ser autêntico; nem mais e nem menos. 



A última vez que o vi, foi em minhas férias quando tive a oportunidade de ir à Igreja Anglicana Betesda. O mestre recebeu a mim e a minha esposa Jovana com todo o carinho e alegria. Seu sermão foi em Mc 10. 17-22, sobre o jovem rico e qual era, de fato, o deus daquele jovem. Despedimo-nos com um forte abraço e ele estava feliz ao lado de sua esposa, Elke.



Hoje, estou bastante triste. E é com lágrimas que escrevo este singelo texto. Meu querido mestre, descansou de suas lutas e, agora, repousa no Senhor. No coração, permanece a firme esperança de que, naquele GRANDE DIA, nos reencontraremos, tendo as nossas lágrimas enxugadas e a nossas dores extirpadas, definitivamente pelo Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo!


 Chegamos, desse lado da existência "à Bultmann Questão!" Mas, só por enquanto...


 Nem aqui e nem nunca direi adeus; mas, sim um até breve Rev. Carlos Alberto!

 Que o misericordioso Deus console a família na força e no poder de Seu Santo Espírito!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Depois de um Longo Inverno, enfim, a Primavera!

É... um longo inverno se passou e, enfim, chegou a primavera! E não digo isso em relação a estação que se despediu, porque, em nosso clima tropical, nem sei se podemos falar de inverno. Pelo menos aqui, no Rio de Janeiro, parece que temos somente duas estações: Uma estação quente e uma estação menos quente. Mas, inverno... Sei não...

Quando falo que um longo inverno se passou, eu falo do inverno da alma. Eu falo é de um tempo em que diante de lutas, dificuldades e decepções, o nosso espírito passa a esmorecer, o coração e a mente parecem se entorpecer e as forças passam a se revelar minguadas e miúdas. Eu falo, aqui, é de um tipo de stand-by da alma. 

O mesmo stand-by pelo qual passaram Moisés (que ocultou-se no deserto, fugido de faraó, por mais ou menos quarenta anos - Êx 2. 15), Elias (que ocultou-se debaixo de um zimbro, no deserto, fugido de Jezabel e Acabe - 1Rs 19. 1-4), Gideão (que malhava o trigo no lagar escondendo-se do poder terrível dos midianitas - Jz 6. 11) e tantos outros homens e mulheres de Deus do Antigo e do Novo Testamentos que se viram apertados diante de situações terríveis que levaram suas almas a enfrentarem um inverno espiritual.

No entanto, assim como, segundo a providência e regência divinas, cada estação cumpre o seu ofício e ao final dá lugar à próxima estação para que esta reine tal qual a anterior, É HORA DO INVERNO DA ALMA PASSAR PARA, SEGUNDO A VONTADE DE DEUS, DAR LUGAR À PRIMAVERA DA ALMA!

Sim é hora de, no poder de Deus e em nome de Jesus, voltar a florescer e para, mais adiante, voltar a produzir frutos para a glória de Deus! É hora de sair do stand-by! É hora de superar as dificuldades! É hora de encarar as lutas! É hora de perdoar aqueles que nos decepcionaram! É hora de despertar e de lançar fora qualquer tipo de tralha que nos impeça de prosseguir em nossas jornadas!

Sempre me encantou a forma fantástica de como a igreja nascente em Jerusalém se portava (At 1.42-47; 4.32-35). Mas, a vida desses primeiros cristãos se revelou ainda mais pujante quando, diante da terrível e inclemente perseguição, tiveram de se dispersar; mas, mesmo assim, continuavam a florescer onde quer que estivessem! (At 8.1-8). A perseguição que, temporariamente, fez "invernar" as suas almas, não deu a a palavra final: Cristo, o Sol da Justiça, lhes aqueceu, de tal forma, o coração e a alma, que mesmo perseguidos, por onde que que fossem, pregavam o evangelho, realizavam prodígios e sinais e vidas eram salvas do poder do inferno! (At 8.4-8).

E é bom trazer, sempre, à memória, que o mesmo Cristo que fortaleceu aqueles primeiros cristãos, está conosco, hoje, e que, segundo a Palavra de Deus, não mudou a forma de tratar e de cuidar de seu povo (Hb 13. 8).

Assim sendo, caro irmão e irmã, é tempo de florescer, pois a PRIMAVERA DA ALMA CHEGOU!!!

Deus o (a) abençoe, em nome de Jesus, amém!



quinta-feira, 28 de março de 2013

Páscoa: A Celebração do Cordeiro Imolado.

Este impressionante e emocionante relato, está registrado no Livro do Êxodo (cap. 12). Nele encontramos a história da Páscoa (ou Pessach, que quer dizer Passagem). No Antigo Testamento a Páscoa anuncia a libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio. Já no Novo Testamento, Jesus ao adiantar a refeição Pascal com os seus discípulos, deu a ela uma nova interpretação aplicando-a a si próprio: à Sua morte e ressurreição. Se na antiga Páscoa, Deus tirou o seu povo do Egito com mão forte e poderosa através do sangue do Cordeiro, agora, Deus, em Cristo Jesus, nos tirou do cativeiro do pecado através do sacrificio de Seu Filho, o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (cf. Jo 1. 29). Na verdade, a antiga Páscoa apontava para Cristo e o seu sacrifício realizado em prol do seu povo, a saber, todos os que creem em Seu santo nome.
Assim sendo, podemos extrair lições muito preciosas sobre esse maravilhoso acontecimento e aplicá-las em nossas vidas:
1. A Salvação depende da morte do Cordeiro e do seu sangue (Ex 12.4-6) – O Senhor ordenou a Moisés para que este desse a seguinte instrução ao povo hebreu: cada família deveria se reunir para matar o cordeiro para a refeição. Mas, o seu sangue deveria ser passado nas ombreiras das portas. Segundo o relato bíblico, o anjo do Senhor passaria naquela noite para ceifar a vida de todos os primogênitos (a décima praga sobre o Egito). Mas, o sangue nas ombreiras das portas, seria visto por ele e, assim, o anjo do Senhor passaria por alto e não feriria de morte o primogênito que se encontrasse naquela casa. Todos os primogênitos do Egito morreram naquela noite, exceto aqueles que estavam debaixo do abrigo do sangue do Cordeiro. Portanto, não foi a vida do cordeiro, mas sim, a sua morte que trouxe livramento para o povo hebreu. Em uma analogia, também, somos salvos pela morte de Cristo. Ele morreu a nossa morte. Ele é o nosso cordeiro pascal. Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Não é o sangue de um cordeiro que pode nos purificar do pecado, mas apenas o sangue do Cordeiro sem defeito, o sangue de Cristo. Por ele somos remidos, comprados, purificados e justificados. Aleluia!
2. Os salvos precisam se alimentar do Cordeiro (Ex 12.8-12) – Aqueles que foram salvos pelo sangue alimentaram-se do cordeiro. Eles o tiveram como alimento. Alimento este que fortaleceu o povo para a jornada que se seguiria. Aqueles que são salvos pelo sangue de Cristo, precisam se alimentar de Cristo. E isso ocorre, sempre, na Celebração da Ceia do Senhor! O pão simboliza o corpo de Cristo e o vinho o seu sangue derramado na rude cruz.  Jesus não está presente nos alimentos. Sua presença se dá de forma espiritual. E dEle nos alimentamos, espiritualmente. Devemos nos alimentar do corpo e do sangue do Senhor para que tenhamos força espiritual para prosseguirmos em nossa jornada de fé rumo à Jerusalém Celestial, a cidade que está porvir (cf.Ap 21, 22).
3. Os salvos, ou seja, aqueles que celebram a Páscoa do Senhor precisam se livrar do fermento da iniquidade (Ex 12.15-20) – Durante a celebração da Páscoa judaica, os israelitas não podiam ter nenhuma espécie de fermento em casa nem comer pão levedado. O fermento, neste contexto, simbolizava a contaminação pelo pecado. Continuando a analogia, precisamos, sempre, nos examinar antes de tomar o pão e o cálice. Devemos assim proceder não para abandonarmos a Ceia do Senhor. Mas para que, justamente,  o contrário ocorra: Uma vez detectado o pecado no coração, o abandonemos e nos dirijamos para a Ceia do Senhor! Se assim não fizermos, participaremos de forma indigna da Ceia do Senhor e poderemos experimentar muitos malefícios (cf. 1Co 11. 27-30).
Amados. Encontramo-nos na celebração da Semana da Paixão de Cristo. E esta, irá desaguar na Celebração do Domingo de Páscoa: Domingo da Celebração da Ressurreição do Senhor!
Por favor, traga à sua mente o amor imensurável de Deus, revelado no sacrifício, único, suficiente e irrepetível, de Jesus Cristo. Traga à sua mente o poder que emanou, há mais de dois mil anos atrás, naquela madrugada de domingo, em que, pela ação do Espírito Santo, Jesus Cristo, ressuscitou, manifestando a Sua glória, garantindo-nos vitória sobre todo e qualquer tipo de situação (cf. Rm 9. 31-39).
SOBRE TODO E QUALQUER TIPO DE SITUAÇÃO!

Pense nisso e tenha uma FELIZ PÁSCOA!!!

quarta-feira, 20 de março de 2013

O seminarista, a amendoeira e o amor de Deus: Um conto de outono!


"Veio ainda a palavra do SENHOR, dizendo?: Que vês tu, Jeremias? Respondi: vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir" - Jr 1. 11,12


Dedico este presente post a todos os que estão passando por lutas difíceis e ferrenhas. E dedico, também, à amigos verdadeiros que, na verdade, condensam-se na história que se segue: Essa história é a história de meus amigos, Rev. Jailto Lima e Rev. Cláudio Aragão. E é, também, a minha história, pela graça de Deus!
Era outono. Outono de 2000. A vida de um certo jovem estava um caos. Caos físico, emocional e espiritual. Cercado de terrores e temores por dentro e por fora. Sua vida estava assim por circunstâncias adversas que surgiram para abalar a sua alma e por erros cometidos na mais obstinada teimosia.
Era, ele, um seminarista. Alguém vocacionado por Deus para o exercício do Ministério Pastoral; alguém talhado para ser um Ministro da Palavra e dos Sacramentos. Mas que, naquele momento, nem sabia se iria concluir o seminário. Nem sabia se iria, futuramente, passar pelo exame do Presbitério. Sinceramente, o seminarista, nem sabia se era, de fato, crente!
E lá estava ele, sem viço, sem brilho, sem eira e nem beira, rumando para o seminário. Para cursar matérias que iriam lhe conceder embasamento para a sua jornada futura. E lá ia ele, subindo a rua que dava acesso ao seminário.
E era outono...
E as folhas começavam a cair e, conduzidas pelo vento, bailavam nas calçadas e nas ruas. É verdade! Elas rodopiavam num lindo baile promovido pela natureza. E a natureza promovida por Deus.
Nisso, o seminarista com a alma pesada, deparou-se com uma amendoeira. Diga-se de passagem, uma enorme amendoeira. Ele a contemplou: Grande, majestosa e que, também, contribuia para o grande baile que ocorria ali naquele momento, pois a mesma despedia-se de sua folhagem, dando espaço para o outono.
E era outono...
Ali, diante daquela árvore, o seminarista lançou-lhe palavras sofridas, mas sinceras. Na verdade, ele as lançou a Deus, dizendo:
- Será que estarei aqui no ano que vem para ver este espetáculo de novo? Será que a verei despindo-se, sem pudor e sem reservas, para o grande baile que acontecerá, aqui, no ano que vem? No outono?
Pois era outono...
E o seminarista seguiu para a casa de profetas...
E o outono passou, dando lugar ao inverno. E o inverno passou, dando lugar à bela e faceira primavera, que ao chegar, começou a fazer novas todas as coisas. E a primavera passou, dando lugar ao verão que chegou como um portentoso imperador, manifestando o seu calor como se fosse um edito que não pudesse ser revogado (ainda mais, no Rio de Janeiro). Mas, o verão, com toda a sua pompa, passou, dando lugar ao... outono!
E era outono, mais uma vez...
Lembram-se do nosso seminarista, cansado, sem brilho e sem convicção. Pois é... O tempo passou e todos os seus terrores, medos e inquietações, foram vencidos. Todas as lutas, todas as circunstâncias e o seus próprios erros, cometidos por teimosia, foram transpostos! Como ocorre numa corrida de obstáculos, todas essas situações foram transpostas, uma a uma, e o nosso corredor, ou melhor, seminarista, chegou à linha de chegada. E esta linha veio a se deparar com o outono.
Pois era outono, mais uma vez...
E lá ia o nosso seminarista para o seminário. 2001. Outono de 2001. E ele já estava a subir a rua que dava acesso ao seminário. E o vento soprava... . E as folhas, aos seus pés, começavam a rodopiar... . E de repente, ele se lembrou do grande baile! E mais: ele havia sido convidado para o baile, de novo! O baile do ano de 2001! O seminarista, ali, foi tomado por um sem número de sentimentos, imagens, memórias e pedidos. Ou melhor dizendo, pedido. Na verdade, uma súplica feita no ano anterior diante de uma grande amendoeira. No Baile anterior:
- Será que estarei aqui no ano que vem para ver este espetáculo de novo? Será que a verei despindo-se, sem pudor e sem reservas, para o grande baile que acontecerá, aqui, no ano que vem? No outono?
E o nosso quase-herói, começou a correr a rua, ignorando a sua subida, para encontrar-se com a grande amendoeira. E para ali, agradecer a Deus, pois ELE, na verdade, o grande promotor daquele lindo baile (do tipo que ocorre em Ana Karenina, de Liev Tolstoi), o havia convidado para estar ali.
No outono...
Mas, quão grande foi a sua tristeza e desolação, quando ele, na esperança de contemplar a amendoeira e ali render um preito de louvor a Deus, contemplou uma área de concreto, árida, dura e inclemente, no lugar da majestosa amendoeira... . A amendoeira havia sido arrancada! O lugar onde a mesma vivia, agora encontrava-se cimentada! E ela não estava mais ali...
Em meio às lágrimas, o seminarista, ali, lançava mil por ques a Deus diante daquilo que, para ele, era uma tragédia. Por que, por que, por que...
Em pleno outono...
Em pleno outono, o Senhor se manifestou ao seminarista (não me perguntem como, só sei que aconteceu) e disse a ele:
- NÃO POUPEI A AMENDOEIRA. MAS POUPEI A TI!
Em pleno outono, o Senhor disse àquele seminarista, que não poupou a amendoeira, mas que havia poupado a ele! Protegido a ele! Guardado a ele! Escondido a ele no SEU pavilhão (Sl 27. 5). Livrado a ele de todos os seus temores, medos, inquietações e até mesmo de seus erros, vividos em sua obstinada teimoisia!
E nisso o preito de louvor, de gratidão não foi contido. Dos lábios do seminarista, brotaram cânticos de louvor e gratidão, ao Deus que vela sobre a SUA PALAVRA PARA A CUMPRIR (Jr 1. 12).
E isso ocorreu no outono...
Hoje, o então seminarista, é pastor ordenado, casado, e tem procurado velar, com a graça de Deus, pelo rebanho que lhe foi confiado.
Mas, aparentemente, grandes nuvens, escuras e densas, parecem, uma vez mais, anunciar tempos maus (na verdade, volta e meia elas surgem). Tempos difíceis. Tempos em que os antigos puritanos chamavam de "A noite da alma". Tempos de lutas em meio às trevas.
Mas é, de novo, outono...
E, assim sendo, é tempo de baile! Tempo de festa! Tempo do anúncio da misericórdia de Deus sobre os seus! Tempo de certeza, alegria e louvor no Senhor! Tempo de saber que o Senhor vai conceder forças aos seus para, uma vez mais, transpor obstáculos e sagrarem-se vitoriosos pelo poder de Cristo Jesus!
É, de novo, outono! Outono do SENHOR!!!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Um Breve Ensaio Sobre Homossexualidade e a Palavra de Deus


Introdução
Nas últimas décadas do passado século 20 e na, ainda, aurora deste novo século 21, o mundo passou, de forma veloz e inclemente, por diversas mudanças que vieram a impactar a sociedade humana. E, salvo o melhor juízo, talvez a mais impactante delas tenha sido o assunto sobre a homossexualidade. De alvo de preconceitos e dos mais acirrados ataques, a homossexualidade passou a ser encarada, ou tratada, como uma opção sexual que deve ser normalmente aceita, respeitada e, em alguns casos, até mesmo celebrada. Na militância ferrenha, gays, lésbicas e simpatizantes alcançaram vitórias notáveis em diversos segmentos da sociedade.
Sabidamente, por acreditar que a homossexualidade é incompatível com o Ensino das Sagradas Escrituras, cristãos protestantes e católicos geralmente recusam-se a reconhecer tal legitimidade. No entanto, até mesmo nesses meios, existem, hoje, parcelas ditas cristãs que não só defendem o comportamento homossexual, como também proclamam que tal prática em nada fere as Escrituras, porque o mais importante é o amor porque, afinal, Deus é amor!
Assim sendo, cremos que o povo de nossas igrejas, em meio a toda essa confusão, necessita de uma instrução firme, sólida, calcada nas Escrituras Sagradas. Mas, ao mesmo tempo, conectada com o mundo atual e seus acontecimentos. E esta é a nossa proposta, no intuito de instruir o povo crente que tem sido bombardeado com os mais requintados sofismas.

Postulados e Proposições quanto ao Assunto
1)   O Determinismo Biológico – Os defensores de tal teoria postulam que os homossexuais, simplesmente, nasceram assim e que sua orientação sexual não pode ser mudada. Logo, o mínimo que se espera da sociedade é a aceitação deste tipo de comportamento. Estudiosos tais como Alfred Kinsey e Simon Le Vay, defendem a tese que a homossexualidade é um resultado proveniente de possíveis alterações na estrutura do hipotálamo (no cérebro). Já Dean Hamer argumenta que o homossexualismo é causado pela ausência do cromossomo X nos homossexuais masculinos. No entanto, tais teorias nunca foram comprovadas;

2)   Distúrbios de Ordem Mental – Foi uma explicação aceita até a pouco tempo. Porém, refutada fortemente pelo movimento homossexual, pois se assim fosse encarada e tratada, a homossexualidade ganharia o status de doença. Em consequência disso, a Associação Psiquiátrica Americana (1973) retirou a homossexualidade da relação das doenças mentais.

3)   Fatores de Ordem Psicossocial – Mesmo nos círculos cristãos essa teoria encontra grande aceitação. Esta teoria se ampara na questão pela qual uma criança é criada; e que esse fator se torna muito mais importante na definição da sexualidade do que questões de ordem genética ou mental. Todavia, muitos especialistas têm compreendido que a homossexualidade, tem diversas e múltiplas raízes, e que não podem ser solucionadas como se a homossexualidade tivesse uma causa única, tais como, hormônios, genes, cromossomos, pais ausentes e mães dominadoras.
Ao observamos estas três proposições, percebemos que elas esbarram num grande problema não considerado, a saber, o desejo ou a volição do homossexual, ou seja, a sua opção pelo comprometimento com a orientação sexual.

Uma Possível Proposição quanto ao Assunto (baseada nas Escrituras Sagradas)
Diante do fracasso frente às tentativas de se explicar a origem do comportamento homossexual (teorias biológicas, psiquiátricas e psicossociais), parece-nos que, à luz da Palavra de Deus, podemos classificar tal comportamento como sendo uma preferência alçada ou adquirida. Tal preferência pode estar ligada, sim, à uma influência psicossocial, mas que não deixa de apresentar o seu caráter volitivo quanto à decisão própria, individual. Cremos que essa abordagem possui respaldo bíblico, pois a Palavra de Deus ensina que a humanidade é uma raça concebida em pecado e, assim, é afetada pelo mesmo de forma psicológica e espiritual. Vejam os seguintes textos bíblicos:
“Eu nasci na iniquidade e em pecado me concebeu minha mãe.” – Sl 51. 5
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” – Rm 5. 12
“Ele (Jesus) vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.” – Ef 2. 1, 2
Um pequeno adendo: o que é pecado? É todo e qualquer ato que ofenda e transgrida a vontade de Deus e que fira o nosso próximo que foi, assim como toda a raça humana, feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1. 26, 27). A vontade do Senhor está expressa nos ensinamentos contidos na Bíblia Sagrada (Antigo e Novo Testamentos).
A influência do meio pode, sim, levar a diversos tipos de atitudes e comportamentos. E a homossexualidade não está fora dessa realidade. veja a palavra do apóstolo Pedro:
“...reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles” – 2Pe 2. 6-8
Assim sendo, se a homossexualidade não é determinada biológica ou psiquiatricamente, mas sim, como um comportamento aprendido e preferido ou desejado (aspecto volitivo), tal comportamento pode ser abandonado (assim como qualquer outro tipo de ato pecaminoso). Veja o que diz o apóstolo Paulo:
 "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas (...) herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus." - 1Co 6. 9-11.  
Assim sendo, vejamos a proposição biológica e a proposição calcada na Palavra de Deus:
Proposição Biológica
Fator 1 - Determinação Biológica
Fator 2 - Influências Externas
Resultado - Homossexualidade
Proposição Calcada nas Escrituras Sagradas
Fator 1 - Coração Pecaminoso
Fator 2 - Abuso sexual, ambiente familiar deficiente, colegas, demais influências
Resultado - Homossexualidade

A Bíblia ensina, de forma clara e objetiva que não é a influência que torna alguém pecador. Mas, sim, que é de dentro do nosso ser é que brotam maus desígnios que acabam por nos contaminar (Mt 7. 21-23). As influências externas podem até despertar a prática pecaminosa (seja o comportamento homossexual ou qualquer outro tipo de pecado), mas elas não são a causa principal.

Conclusão: Qual é o Nosso Papel?
À luz do que foi aqui pensado, cremos que diante da grande visibilidade e das inúmeras conquistas obtidas pelo movimento a favor do comportamento homossexual e os seus derivados, a Igreja do Senhor deve se posicionar com firmeza bíblica e, ao mesmo tempo, manifestar amor e longanimidade para com o pecador. Manifestar amor e zelo para com a Palavra do Senhor e amor e zelo para com o faltoso pecador. Devemos, sempre, ter em mente alguns princípios:

1) Não devemos, jamais, estigmatizar as pessoas envolvidas nesse processo, desumanizando-as e ainda lhe infringindo uma dor maior do que a já existente; 
2) Nós também, um dia, andávamos desgarrados e aborrecidos de Deus em nosso comportamento, outrora, arredio. Mas fomos contemplados por Deus com o seu longânimo, transformador e paciente amor (Rm 5. 1-11). Façamos, no poder do Espírito Santo, o mesmo;
3) Todos nós, sem exceção, lutamos, dia a dia, com o pecado que nos assedia tenazmente (Hb 12. 1-3). Quem não tem um calcanhar de Aquiles? Quem não tem uma fraqueza? “...Aquele que dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro que lhe atire pedra.” (Jo 8. 7b). Portanto, quero dizer que TODOS NÓS estamos no mesmo barco, e que TODOS NÓS carecemos da graça de Deus!
4) A fonte suprema de autoridade é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Assim, por mais valiosa que seja qualquer tipo de experiência pessoal, elas não são suficientes, em si mesmas, para exercer função normativa sobre a nossa vida.
Assim tenho crido.
Material Utilizado
A Bíblia Sagrada, versão ARA, 2ª edição;

A Operação do Erro – O Movimento “gay cristão”, de Joe Dallas. São Paulo. Editora Cultura Cristã; 1998;
Uma perspectiva cristã sobre a homossexualidade, de Valdeci da Silva Santos. São Paulo. Editora Cultura Cristã; 2006;

Aconselhamento Pastoral – Modelo Centrado em Libertação e Crescimento, de Howard J. Clinebbell. São Leopoldo. Editora Paulinas; 1987;
Aconselhamento Cristão, de Gary R. Collins. São Paulo. Editora Vida Nova; 1984;

Revista Ultimato, nºs 284 e 310 (setembro-outubro de 2003 e janeiro-fevereiro de 2008, respectivamente).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Uma Partida Necessária e Abençoada!

"Mas eu vos digo a verdade; convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém eu for, eu vo-lo enviarei." (Jo 16. 7)


Todas as partidas, normalmente, estão envoltas num misto de sentimentos. Na partida de um amigo (a) para longe, na partida dos filhos (as) que se casam e deixam o lar dos pais, na partida daqueles que findam os seus dias e tornam ao pó da terra (Gn 3. 19), entre tantos outros exemplos, são, sempre momentos de alegria, saudade, tristeza e dor!
Os discípulos de Jesus também vivenciaram isso. Jesus, em sua última ceia, lhes deixou o aviso de que Ele teria de partir para o Pai. Há, então, uma atmosfera de desânimo e tristeza. E mais à frente, surgiram a dor, medo e desespero (nos momentos de  tortura e crucificação de Jesus Cristo). Mas, logo após veio a alegria da ressurreição, do anúncio da boa-nova, do chamado final para o apostolado (cf. Mt 28. 18-19; mC 16. 14-15) e da Sua ascenção aos céus para estar ao lado do Pai (Lc 24. 50-53). Jesus realmente partiu! E devemos dar graças a Deus por esta partida, porque, sem ela, diversos eventos, importantíssimos, não iriam ocorrer!
Sem a partida de Jesus, não ocorreria a descida do Espírito Santo (Consolador), pois Ele o enviou (cf. At 1.8-11; 2. 1-4). Sem a Sua partida, o apóstolo Pedro (cheio do Espírito Santo), não pregaria o sermão que veio a transformar a vida de quase três mil pessoas (At 2. 14-41). Sem a Sua partida, a Igreja (Seu corpo místico na terra) não nasceria (At 2. 42-47). Sem a Sua partida, não teríamos um maravilhoso, poderoso e perfeiro intercessor junto ao Pai (Hb 4. 14-16). Sem a Sua partida não poderia haver a Sua própria volta, com poder e glória, para levar, à Sua presença, todos aqueles que lhe pertencem (1Ts 4. 13-18).
Se o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não tivesse partido, você não estaria lendo este post!
Que Deus derrame as suas bênçãos sobre você, em nome de Jesus, amém!!!